Sarolta Ban

Posted in Imagens e Letras with tags , , , on agosto 5, 2011 by olavosaldanha

Outros bons artigos

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Sarolta Ban é uma fotógrafa amadora de Budapeste, na Hungria. Mais conhecida pela foto-manipulação. Começou profissionalmente como uma designer de jóias.

Sarolta gasta em uma imagem geralmente de algumas horas a alguns dias e usa uma infinidade de camadas em cada trabalho.

“Eu gosto de usar elementos comuns e combiná-los, eu posso dar-lhes várias histórias e personalidades. Espero que os significados das minhas fotos nunca sejam muito limitados, são abertas, de alguma forma, cada espectador pode transformá-los em um aspecto pessoal. Então, eu estou feliz se encontrar pessoas diferentes e significados diferentes em minhas imagens. “

Partindo deste pressuposto, o resultado final das manipulações obedece mais ao que o espectador possa construir do que um objetivo final pré-determinado. Ela mistura os elementos, cria personagens, mas nunca fecha a criação em definitivo, fazendo o espectador participar da construção da história.


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Imagens Aqui
(42 Imagens)

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Referências de pesquisa: photoallegory of Sarolta Bán. Photoallegory of sarolta bán. Allegory of photos, dreams made by Budapest, Hungary based saroltaban.com.

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Fotógrafo Antônio Guerreiro – Entrevista

Posted in Imagens e Letras with tags , , , , , , on agosto 5, 2011 by olavosaldanha

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As imagens capturadas pelo fotógrafo Antônio Guerreiro ao longo de sua carreira e em momentos em que se construía parte da nossa história, na imprensa, na música, no teatro e na televisão, o coloca como um nome que deve ser respeitado e lembrado por pesquisadores e estudantes. Seu arquivo fotográfico é de fundamental importância para a compreensão da construção cultural do Brasil.

Guerreiro conseguiu, durante muitos anos, registrar aspectos interessantes da história do país em plena época da ditadura. Ele registrou, por exemplo, todo o glamour da fama nas décadas de setenta e oitenta, em especial o universo feminino, onde também viveu seus amores; foi casado com Sônia Braga e com a inesquecível Sandra Bréa, além de ter namorado uma lista invejável de mulheres.

Nasceu na Espanha, em Madrid e veio para o Brasil ainda criança. De Juiz de Fora, Minas Gerais, mudou-se para o Rio de Janeiro, ainda adolescente e lá desenvolveu sua carreira.

Em 1968 trabalhou no Correio da Manhã e posteriormente no Jornal do Brasil. De 1970 a 1972 esteve na França como fotojornalista da revista Manchete. Ao voltar tornou-se o mais requisitado fotógrafo do país.

Trabalhou para várias revistas, entre elas as masculinas Status e Homem, depois Playboy. Foram dezenas de capas de revistas e de discos de cantores brasileiros, Maysa, Gal Costa, Jorge Benjor, Nelson Gonçalves, Gonzaguinha entre tantos. Também foi fotógrafo de presidentes, fotografou, por exemplo, o General João Figueiredo na intimidade e Lula em campanha.

Conheci Guerreiro a partir também de uma capa, só que ela esta estava no centro de certa questão. Publiquei uma matéria anteriormente chamada “Grávidas e Lindas”, onde falava das capas que mostravam ensaios de famosas grávidas. O artigo nasceu a partir do ponto de vista da Vanity Fair, que publicara em agosto de 1991 uma capa com a atriz Demi Moore nua ostentando sua bela gravidez. Pois bem, neste mesmo mês e ano saia, também grávida e nua, na capa da Revista Manchete, a atriz Luma de Oliveira fotografada por Antônio Guerreiro. Uma coincidência que merece nota, até por que a revista da luma não foi mencionada no artigo. Tive a honra de conversar com Guerreiro sobre esse e outros assuntos.

A exposição das fotografias foi dividida em duas, a primeira com a história fotográfica do próprio Guerreiro e a segunda com seu trabalho.

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OLAVO SALDANHAComo foi a criação do ensaio da capa da revista manchete em 1991 com a luma grávida e nua. A pose gerou alguma questão de preconceito ou o país aceitou bem?

ANTÔNIO GUERREIROEssa questão da pose não acho que seja o ponto central, porque é simplesmente uma questão de estética e bom gosto. A grávida fica mais bonita de lado e tampar os seios é para deixar uma aura de inocência na foto. Acho que em 91 já existia uma certa liberdade de preconceito, então foi muito bem aceita. Logo depois, fiz a foto dela já com o filho do Eike Batista no colo, também foi capa de Manchete.

OLAVO SALDANHA A capa me fez lembrar a Leila Diniz. Você conheceu bem a Leila? Ela era realmente este furacão de liberdade que a história conta?

ANTÔNIO GUERREIROSem dúvida, ela foi responsável por muitas das liberdades que temos hoje em dia, fiz vários trabalhos com ela, em estúdio, externas e em teatro. As fotos da célebre entrevista dela no Pasquim também são minhas, fizemos um show dela com a Beth Faria onde a parte visual era minha, enfim, ela era muito querida, alegre e avançada para essa época.

OLAVO SALDANHA – Você já teve trabalhos censurados? Até que ponto a censura limitava seu trabalho?

ANTÔNIO GUERREIRO – O primeiro foi a capa de Gal Costa, Gal India, que foi proibido, depois autorizado mediante uma cobertura de plástico preto, tipo um saco, e o disco dentro, aí bateu recordes de vendagem. Depois, durante os muitos anos em que trabalhei na Playboy. Aí eram coisas do tipo, só pode um peito, genitália não e outras coisas. A mim não limitava porque buscávamos outras formas de fazer as coisas de uma forma mais plástica, envolvente, sonhadora.

OLAVO SALDANHAQual a diferença na produção de um ensaio daquela época para hoje, está mais fácil, as produções são melhores?

ANTÔNIO GUERREIRO: As produções eram mais envolventes, até mega produções, como as que fiz com Betty Faria em Paraty, Sandra Bréa, Maria Zilda em Arraial d’Ajuda, Sonia Braga diversas vezes, o fotógrafo tinha total liberdade e por isso, era muito mais criativo.

OLAVO SALDANHABasta folhear uma revista da década de 1970 ou 1980 para perceber que, até para a nudez, o padrão de qualidade e beleza exigidos pelo fotógrafo era alto. Hoje nem tanto. Você percebeu este fenômeno?

ANTÔNIO GUERREIROPois é, o fotógrafo era tão estrela quanto a fotografada, as chamadas de capa diziam : veja as maravilhosas fotos que o fotógrafo tal fez de fulana, as mulheres tinham um corpo mais bonito sem o exagero de hoje, a gente trabalhava com luz, ângulos, produção, maquiagem e não com o Photoshop que iguala todo mundo.

OLAVO SALDANHA – Houve perda no romantismo da era analógica ou a tecnologia não banalizou a fotografia?

ANTÔNIO GUERREIRONão acho que o romantismo da era analógica seja diferente da era digital, só mudaram os meios, mas a técnica, o olhar, o bom gosto, serão sempre os mesmos, independendo da mídia utilizada.

OLAVO SALDANHAVocê tem uma boa parte da história do Brasil nas suas mãos. Para que o Brasileiro tenha noção do potencial histórico, qual o volume desse material e o que pretende fazer com tudo?

ANTÔNIO GUERREIROO material é imenso, pois fotografei todo o mundo desde 1970 até os dias de hoje, já fiz uma grande retrospectiva com 150 painéis de personalidades no Museu Nacional de Belas Artes, aqui no Rio, e estou em busca do famoso patrocínio para editar o meu livro, que já tem um projeto pronto, agora é ir atrás.

ANTÔNIO GUERREIROFoi um grande prazer poder participar desse teu blog que é, do meu ponto de vista, o que melhor achei sobre cultura brasileira, parabéns e continue sempre assim !

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IMAGENS DE ANTÔNIO GUERREIRO – O TRABALHO

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IMAGENS DE ANTÔNIO GUERREIRO – A HISTÓRIA

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Referências de pesquisa: Todas as fotos foram cedidas gentilmente pelo fotógrafo Antônio Guerreiro. Através de seu site oficial (antonioguerreiro1.blogspot.com) e Facebock.

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Grávidas e Lindas

Posted in Imagens e Letras with tags , , , , on agosto 5, 2011 by olavosaldanha

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capa da revista Vanity Fair publicada em 1991 em que a atriz Demi Moore (44) aparecia nua ostentando sua bela gravidez, foi o início de uma tradição. Muitos religiosos fundamentalistas com seus olhos recheados de pecaminosidade condenaram a iniciativa. No entanto, o ensaio não só foi de uma beleza magnífica como foi um dos maiores sucessos da revista. Oito anos depois a segunda capa famosa apareceu, desta vez com a revista W Magazine de Junho de 1999, onde a supermodel Cindy Crawford (40) confirmava a tendência.

Muitas celebridades fizeram e continuam fazendo capas. A revista em que se expõem e a sua atual presença na mídia ditam o sucesso e repercussão do ensaio. Citando algumas mais famosas; a atriz Monica Belucci (42) para a Vanity Fair em 2004, Gwyneth Paltrow (35) para a W Magazine, em 2005, esta preferiu não tirar a roupa. Britney Spears (27) em 2006 para as revistas Harpers Bazaar e Q Magazine, a supermodel Eva Herzigova (35) para a Vanity Fair italiana em 2007, Cristina Aguilera (28) para a Marie Claire em 2008 e Myleene klass (38) para a Glamour Magazine. No Brasil, a revista QUEM mostrou Daniele winits (34) na gravidez do seu primeiro rebento pelas lentes do fotógrafo Fernando Torquatto (33).

A exposições das atrizes nestas capas não remetem ao vulgar e sim a mulher grávida como assertiva e forte, e profundamente bela. Quando Demi Moore fez o primeiro ensaio, ela apresentou-se ao mundo como uma mulher madura, satisfeita com a sua sexualidade, corpo e beleza.

O humor também retratou a trajetoria fotográfica das mulheres grávidas e, além de gerar muitos risos, também gerou polêmicas e brigas judiciais. A Paramount fez uma campanha de publicidade para o filme “Corra que a Polícia vem aí 33 1/3″ com leslie Nielsen (82) em 1993. O anúncio tinha o rosto Leslie Neilsen superposto sobre o corpo de uma mulher nua e grávida. A iluminação, pose e fundo eram semelhantes ao ensaio de Demi Moore. A Vanity Fair entrou com uma apelação judicial contra Paramount alegando violação de copyright, no entanto, o tribunal constatou que o anúncio da Paramount foi uma paródia legalmente admissível e que não houve efeito adverso sobre a venda ou o licenciamento da imagem após a publicação do anúncio da Paramount. No Brasil, Bussunda satirizou os ensaios das grávidas.

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(14 Imagens)

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Achmad Munasit – Indonésia

Posted in Imagens e Letras with tags , , , on agosto 5, 2011 by olavosaldanha

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Conheci Asit enquanto pesquisava a Indonésia, um país maravilhoso, na verdade, o maior arquipélago da terra. São mais de dezessete mil ilhas. Com mais de 238 milhões de pessoas, é o quarto país mais populoso do mundo.

Asit, como é chamado Achmad Munasit, foi muito gentil e prontamente respondeu às perguntas que o fiz. Ele começou na fotografia desde 2003, quando estava trabalhando num banco central da Indonésia.

Imagens e Letras – O que mais te inspira na fotografia?

Asit - Eu gosto do tema da vida cotidiana na aldeia, com as quais me deparo com freqüência. Eu me interesso pelo ambiente da vida simples da aldeia, que me atrai para capturar momentos únicos.

Imagens e Letras - E a sua trajetória como fotografo?

Asit - Eu fui um fotógrafo free-lance, de casamentos e de outros temas relacionados ao social. Totalmente diverso de minha vida de bancário.

Imagens e Letras - E a Indonésia, o que representa para sua fotografia?

Asit - A Indonésia é um arquipélago que tem uma cultura muito heterogênea. Isto é muito emocionante porque eu posso fazer capturas únicas e raras.

Imagens e Letras - Que ferramentas você usa no tratamento das suas imagens?

Asit - No pós-processamento eu uso o Adobe Photoshop, eu o uso para dramatizar as imagens e especialmente para colorir.

Imagens e Letras – E sobre o Brasil, o que sabe?

Asit - Eu ainda não sei muito sobre o Brasil, o que eu sei mesmo é que é cinco vezes campeão mundial de futebol.

Confira a sensibildade fotográfica de Achmad Munasit, ou apenas Asit.

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(35 Imagens)

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Referências de pesquisa: Site Oficial de Achmad Munasi.. Contato pessoal com o fotógrafo.

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Percepções de Cuba – Michael Eastman

Posted in Imagens e Letras with tags , , , , , , , on março 4, 2011 by olavosaldanha

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As percepções visuais de Havana, em Cuba, o último bastião vivo do socialismo no Hemisfério Ocidental, parecem saídas dos escritos de Gabriel Garcia Marquez. Estas formas e nuanças caribenhas são captadas com maestria por Michael Eastman, um dos grandes fotógrafos contemporâneos.

O que resta do luxo de tempos passados é documentado artisticamente numa série de fotografias chamadas “Cores de Cuba“. O único lugar no mundo onde o progresso foi preso e o passado resiste.

Michael Eastman é um Fotógrafo autodidata que não faz questão de luz artificial e prefere fotografar com velocidades do obturador, esperando o tempo necessário para expor corretamente.

Seus principais momentos artísticos estão nas paisagens arquitetônicas, capturadas em viagens pela Europa e Cuba, e numa série de retratos de cavalos, trabalho publicado pela Knopf em 2003. Eastman trabalhou em inúmeras coleções que estão espalhadas em diversos museus pelo mundo afora.

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Imagens Aqui
(26 Imagens)

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Referências de pesquisa: The LA Times, junho de 2008 (http://www.latimes.com/entertainment/news/arts/la-et-galleries20-2008jun20,0,4261169.story). ” A textura do tempo “, WebUrbanist, 07/14/10. Michael Eastman, site oficial (http://eastmanimages.com). Havana 2011 (opening March 4, 2011)
Barry Friedman Ltd e Interiors: Cuba, Europe and America, New York, New York.

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Outras propostas

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Momentos Fotográficos 01

Posted in Imagens e Letras with tags , , on março 1, 2011 by olavosaldanha

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Alguns registros fotográficos, algumas vezes, nos surpreendem. Mesmo após escolher o enquadramento e pressupor a cena, o momento congelado revela segredos que só estão acessíveis numa fração do tempo. Movimentos imperceptíveis que guardam toda a grandiosidade da vida, toda a complexidade da criação.

As imagens abaixo garantem isso, elas congelaram cenas espetaculares, tornando a fotografia uma das mais belas artes criadas pelo homem.

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Imagens Aqui

(30 Imagens)

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Referências de pesquisa: National Geographic – Inspiring People to Care About the Planet (www.natgeo.com.br). Agência Reuters (www.reuters.com).

Outras propostas

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Bang-Bang Club

Posted in Imagens e Letras with tags , , , , , , , on setembro 30, 2010 by olavosaldanha

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O nome “Bang-Bang Club” nasceu de um artigo publicado numa revista Sul Africana. O “bang-bang” era uma referência à violência que ocorria dentro das comunidades, e ao som comum de tiros nas ruas e estradas. O termo denominou um grupo de quatro fotógrafos ativos dentro dos municípios da África do Sul durante o Apartheid. Período entre 1990 e 1994. Eles eram Kevin Carter, Greg Marinovich, Ken Oosterbroek, e João Silva.

Os quatro fotógrafos cobriram o período de maior violência na África do Sul. Enquanto a imprensa era censurada na cobertura da guerra, eles estavam no centro do terror. Entregues ao perigo, à espreita de qualquer grande evento que denunciasse a violência e o ódio racial.

Todo o envolvimento com o acontecimento rendeu aos fotógrafos muita popularidade e prêmios. Greg Marinovich ganhou o prêmio Pulitzer em 1990 por uma série de fotos que mostram um homem identificado como partidário do Inkatha sendo queimado vivo pelos integrantes do CNA, em Soweto. Kevin Carter também ganhou o Pulitzer em 1993. Durante uma viagem à Somália, Carter fez a imagem de uma criança desnutrida caída no chão sem forças para levantar e um urubu a espreita esperando a sua morte. A foto, ganhadora do prêmio Pulitzer, rodou o mundo e muitos questionavam o que o fotógrafo tinha feito para ajudar a criança. Carter cometeu suicídio em 1994. As coisas também não acabaram bem para Ken Oosterbreok, que morreu baleado, no mesmo ano, durante um tiroteio em Thokaza. Na ocasião, Greg também foi ferido, e durante as eleições de Nelson Mandela, evento tão sonhado pelo Clube do Bangue-Bangue, não pôde fotografar, pois estava hospitalizado. ¹
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A saga dos fotógrafos rendeu o filme “Bang-Bang Club“, drama baseado nas investidas dos fotógrafos para capturar os últimos dias do apartheid na África do Sul. Filme de Steven Silver, estrelado por Malin Akerman (Watchmen) e Ryan Phillippe (A Conquista da Honra ). Se o filme for fiel ao cotidiano dos fotógrafos, deverá ter um alto teor de violência. As fotos dizem isso.

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(24 Imagens)
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Referências: Fotos: Kevin Carter, Greg Marinovich, Ken Oosterbroek, e João Silva Materia: Kevin Carter Film (kevincarterfilm.com) – ¹ Danielle Pinto ( Fotógrafa/ Jornalista) – Fotojornalismo de Guerra. The Internet Movie Database, IMDB.

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